06/09/2019

Fake News sobre o incêndio na Amazônia: como combatê-las!

As queimadas na Floresta Amazônica e as Fake News

A grande comoção mundial provocada pelos focos de incêndio na Amazônia fizeram o tema ser um dos mais debatidos nos noticiários brasileiros e mundiais nas últimas semanas, ocasionado uma verdadeira enxurrada de postagens nas mídias sociais sobre a destruição de áreas de fauna e flora, afetadas pelo fogo. Muitos dos textos e imagens compartilhados realmente são verdadeiros, entretanto, nem todos os vídeos e fotos são atuais, e muitas vezes nem sequer são da região amazônica.

Postagens feitas por grandes celebridades da moda, dos esportes, e até mesmo da política, relacionavam as queimadas na Amazônia à informações falsas, como por exemplo, imagens de queimadas florestais antigas. Outras postagens também compartilhavam fotos de animais queimados em terrenos devastados pelas chamas, com mensagens de apoio à Amazônia, quando, na verdade, se tratavam de fotos de incêndios fora do Brasil.

A questão chave para esse tipo de acontecimento é que, depois que as mídias sociais surgiram, cada vez mais as pessoas escrevem e postam o que querem nesses ambientes digitais, e, na grande maioria das vezes, sem saber a veracidade do que estão postando ou verificar a fonte segura dos fatos, gerando uma consequente “onda de boatos” na Internet.

Essas ondas de boatos não são uma novidade na Internet e tampouco na sociedade, uma vez que a propagação de notícias falsas e postagens com informações equivocadas, principalmente para fins políticos, estão presente desde os primórdios da imprensa.

Com a democratização da Internet, os meios de comunicação e mídias sociais passaram a fazer parte integrante da vida da maioria da população, e, com a facilidade do acesso à informação, os mecanismos para que as informações manipuladas consigam maior alcance (e poder) aumentaram exponencialmente.

Esse é o fenômeno popularmente conhecido como Fake News, termo utilizado para identificar publicações falsas ou parcialmente verdadeiras, que induzem as pessoas ao erro e que são espalhadas por mecanismos de busca ou redes sociais. Elas se aproveitam dessa popularização da Internet para ganhar maior alcance e gerar receitas financeiras a quem as divulga ou para fins políticos, auxiliando na criação de “versões alternativas” de fatos e no ataque a outros políticos.

O compartilhamento desse tipo de publicação pode provocar consequências muito graves; no caso de uma eleição, por exemplo, o conflito de informações pode beneficiar alguns candidatos, alimentando sua preferência e influenciando diretamente no resultado dessa eleição. Assim, o que parece ser algo mínimo, pode chegar a níveis alarmantes e influenciar diversos campos, sejam eles sociais, políticos, econômicos, pessoais, psicológicos, etc.

A população então é diariamente exposta a diferentes visões de um mesmo assunto em um curto período de tempo… E grande parte dos usuários da Internet ainda não sabe como checar a veracidade destas postagens ou como preservar o conteúdo da maneira adequada, a fim de denunciá-lo posteriormente, considerando que na grande maioria das vezes, sequer conhecem seus direitos.

Quanto à responsabilidade civil, quem produz ou compartilha informações falsas pode ser condenado a ressarcir a vítima, em caso de danos morais ou materiais, uma vez que os tribunais brasileiros já reconhecem o direito à indenização em casos semelhantes, fator essencial para inibir esse comportamento.

Dessa maneira, os cidadãos devem ficar atentos e tomar as precauções necessárias, como chegar o autor da notícia e a sua fonte, evitar sites e manchetes sensacionalistas, ler a matéria completa, conferir datas e comparar informações.

Ainda assim, um dos maiores problemas na denunciação de uma notícia falsa ou post contendo informações equivocadas é a comprovação de que aquele conteúdo realmente foi postado, uma vez que, em se tratando de Internet, a facilidade de postar é a mesma de apagar.

Contudo, o avanço tecnológico proporcionou o surgimento de novas alternativas para que os indivíduos sejam capacitados a agir em prol da resolução destes problemas, como é o caso da tecnologia Blockchain!

E como então o Blockchain auxilia nestes casos?

Com as aplicações da tecnologia Blockchain, a coleta de provas online acompanha a velocidade das mídias sociais e dos portais de comunicação, tornando possível a preservação do conteúdo no momento em que se toma conhecimento da notícia falsa ou da postagem contendo informações equivocadas.

Isto porque, resumidamente, o Blockchain é um “livro de registros público”. Seu grande diferencial é o fato de ser distribuído em milhares de computadores ao redor do mundo, conectados na mesma rede e que compartilham as mesmas informações, formando um sistema descentralizado.

Isso significa que não existe agentes controladores das informações que entram nesse “livro”! E além disso, essa estrutura tecnológica criptográfica proporciona que os dados somente possam ser adicionados.

Por esta razão, a Comissão Europeia, recentemente nomeou o Blockchain como parte da sua estrutura de combate a disseminação de Fake News, sendo essencialmente importante para o desenvolvimento de um projeto chamado “Código de Prática sobre Desinformação”.

Como a ferramenta da OriginalMy pode contribuir para a denúncia de Fake News e auxiliar no combate à desinformação?

Percebendo essa lacuna na falta de confiança em publicações online, a OriginalMy criou uma solução tecnológica baseada em Blockchain para combater a disseminação destes conteúdos: a PACWeb.

O PACWeb é um plugin para o navegador Chrome (você pode baixar gratuitamente aqui) que escaneia páginas públicas da Web e gera um relatório em PDF de que o conteúdo estava publicado daquela forma e naquele momento. Através da nossa plataforma, é possível então certificar esse documento em blockchain, como também, autenticá-lo em cartório, por meio da nossa parceria com o cartório Azevêdo Bastos.

Uma vez o relatório certificado em blockchain, é criado um registro imutável. Assim, mesmo que o conteúdo seja removido da Internet, a prova de que ele existiu permanecerá! Além disso, o relatório passa a ter duas características essenciais:

  • Um hash, que é um código único e exclusivo (uma espécie de “DNA” do documento), que identifica seu documento em nosso site;
  • Um timestamp, que é o carimbo de tempo, que, por sua vez, informa com precisão a data e horário em que a prova foi coletada.

Por conta destas duas características, mesmo que a prova for apagada, é possível comprovar a sua publicação do fato no dia e horário em que se tomou conhecimento!

Assim, essa tecnologia muda a forma como a informação é produzida e disseminada, sendo uma poderosa aliada no combate à desinformação a longo prazo e aos crimes digitais, considerando que já foi aceita pelo Tribunal de Justiça de São Paulo como válida e hábil a comprovar a veracidade da existência do conteúdo.

Por tais razões, o plugin PACWeb é um forte e eficiente meio para se fazer prova de autoria, sendo útil não só no combate a fake news, mas também em relação a conteúdos caluniosos em redes sociais, bullying, exposição de conteúdos indevidos, comprovação de maus procedimentos trabalhistas, entre outros tipos de conteúdos digitais!

Quer saber mais sobre como funciona a coleta de provas com certificação em blockchain? Então não deixe de conferir o nosso artigo sobre esse tema no portal JOTA, intitulado Blockchain: TJSP reconhece validade de prova coletada sobre conteúdo online e de existir ao nosso vídeo Fake news e o blockchain, no qual explicamos melhor sobre como usar a OriginalMy para preservação de provas de fake news e desinformação!

Quer fazer o PACWeb? Então clique aqui e comece já a coletar provas com segurança, rapidez e praticidade!